
CRISTIANA BELTRÃO
“A Faculdade tem um excelente corpo docente e cabe ao aluno levar para a vida o imenso conhecimento que eles têm para oferecer”
Boletim Comunitário: Cristiana, faça-nos um breve resumo da sua vida acadêmica na Candido Mendes.
Cristiana: Minha vida acadêmica foi ótima. Em primeiro lugar, tive a felicidade de escolher a área que era a minha vocação: a Administração. Uma coisa que não havia na época em que fiz graduação é o interesse das universidades em CASOS REAIS de empresas.
Hoje, a história mudou... pelo segundo ano consecutivo, somos objeto de estudo de alunos de pós-graduação no COPPEAD num projeto que eles têm chamado CASO AO VIVO. Quem orientou a turma por lá este ano foi a Leticia Casotti, por acaso minha professora de Marketing na Candido Mendes! É fantástico quando podemos dizer aos alunos que não existe uma “receita de bolo” aprendida em livros.
BC: O que lhe motivou a abrir um restaurante?
Cristiana: Sempre cultivei a ideia de um negócio próprio. Comecei um estágio, quando me formei, fui contratada pela empresa e pude colocar em prática grande parte dos fresquíssimos conhecimentos adquiridos na Faculdade. As empresas nas quais trabalhei eram de grande ou médio porte e percebi que uma transferência para São Paulo seria iminente se quisesse fazer carreira em alguma delas. Comecei a estudar alternativas de negócios que fossem viáveis no Estado do Rio. Além da área de Telecomunicações, o grande foco do Rio na época eram as indústrias de Turismo e Entretenimento. Foi neste contexto que surgiu a ideia de abrir um restaurante. O objetivo era criar uma marca de qualidade em gastronomia que pudesse se desmembrar em outros negócios num processo de crescimento.
BC: Como sua formação na UCAM interferiu na administração do restaurante?
Cristiana: Em todos os aspectos minha formação acadêmica foi fundamental, não só no mapeamento do mercado e cálculo do investimento necessário, como também na montagem de um bom plano de negócios.
BC: De 1998, ano da fundação do restaurante, para os dias atuais, quais foram os maiores desafios encontrados por você e pelo BAZZAR?
Cristiana: Fui a São Paulo várias vezes fazer estágios em cozinhas e escritórios de restaurantes e aprender todas as vírgulas do negócio, num exaustivo processo que durou dois anos. Ter as ferramentas de Administração certas não garantem o sucesso de negócio algum, mas sem dúvida contribuem para a minimização dos erros e riscos assumidos.
Em 1998 abrimos o primeiro restaurante BAZZAR. Após a consolidação do restaurante como marca de qualidade com grande investimento em pessoal e pesquisa de mercado, fizemos uma feliz parceria com a Livraria da Travessa e abrimos nossa primeira filial: o BAZZAR CAFÉ do Centro. A parceria deu tão certo que em 2002 abrimos o BAZZAR CAFÉ de Ipanema e, em 2006, uma outra unidade no Shopping Leblon.
Em 2004 começamos a estudar a possibilidade de levar a experiência gastronômica dos restaurantes para o maior número de clientes possível sem a abertura de mais lojas. Surgia assim o embrião da linha industrial. A ideia era fabricar os produtos de maior sucesso do Bazzar com longa vida de prateleira para que pudéssemos levá-los para qualquer canto do Brasil, sem sair do Rio! Hoje nossa linha já está presente em quase 300 supermercados em todo o Brasil.
BC: Qual o segredo para manter a marca BAZZAR sempre em ascensão?
Cristiana: O segredo (se é que existe) de manter a marca sempre viva é, sem dúvida, ouvir. Ouvir o mercado, aprender que ele muda, e responder rapidamente a estas mudanças. Ouvir também os funcionários, explicando a importância de cada um dentro da estratégia da empresa e estimulando a criatividade para que se realizem dentro da organização.
CLAUDIO DE FREITAS
“A UCAM me ajudou no desenvolvimento de uma metodologia organizacional, tanto na vida profissional como pessoal”
Boletim Comunitário: Optou por qual graduação na Candido Mendes? Por quê?
Claudio de Freitas: Administração de empresas. Na época achei que a administração me daria uma visão mais abrangente da área gerencial.
BC: Como o ensino ministrado pela Candido auxiliou em seu desenvolvimento profissional?
Claudio: Me ajudou no desenvolvimento de uma metodologia organizacional que tem sido importante ao longo de todos esses anos, tanto na vida profissional como pessoal.
BC: Em 2002 o restaurante alcançou o terceiro lugar do Rio de Janeiro como Melhor Cozinha Contemporânea da Revista Gula e o prêmio de Chef Revelação. Como é estar a frente de um restaurante que alcançou um status como este?
Claudio: Um prazeroso desafio.
BC: Após sua graduação na UCAM buscou que tipos de atualizações?
Claudio: Pós UCAM tive uma experiência profissional importante, junto à empresa SWATCH para a qual trabalhei por aproximadamente 11 anos. Em seguida fui para Paris estudar culinária e realizar meu grande sonho. Estudei na escola Cordon Bleu e obtive o Grand Diplôme. Vivi e trabalhei em Paris ao longo de sete anos, onde eu abri uma empresa de eventos.
BC: O que faz para manter-se sempre atualizado sobre as novas tendências culinárias?
Claudio: Contatos constantes com profissionais com quem trabalhei em Paris; revistas especializadas e outras formadoras de opinião; meus livros de culinária e cultura brasileira, entre outros, pois a leitura em todos os sentidos é fundamental.